A pediatra Vanessa Radonsky e Lillo apresentam orientações sobre a gripe H1N1

Postado por:
VANESSA FREITAS
Em: quinta-feira, maio 12, 2016 | 0 Comments
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A gripe H1N1 é uma gripe causada pelo vírus Influenza tipo A H1N1. Foi inicialmente detectada em 2009 e se disseminou rapidamente pelo mundo.  Este ano a gripe chegou antes do esperado. Não sabemos o motivo, porém entre as hipóteses estão a baixa vacinação contra gripe nos últimos dois anos.

Para contrair o vírus, é necessário entrar em contato com secreção respiratória ou a saliva de uma pessoa infectada. Normalmente a contaminação ocorre através da disseminação de gotículas que ficam no ar quando a pessoa infectada tosse ou espirra. Estas gotículas podem cair em objetos e superfícies aonde o vírus pode ficar ativo por várias horas, assim quem tocar no local contaminado e levar as mãos aos olhos ou a boca pode ficar doente.

Os sintomas do H1N1, são semelhantes aos da gripe comum porém mais se manifestam de maneira mais intensa. Os doentes apresentam febre alta, dor muscular, tosse, coriza, dor de garganta e de cabeça, irritação nos olhos (Tabela 1).
Em crianças, a presença de respiração acelerada ou dificuldade para respirar, presença de coloração azulada da pele, febre com manchas vermelhas, não acordar ou não interagir são sinais de alerta para serem levadas com urgência para avaliação médica. Em adultos estes sinais incluem dificuldade de respirar, tontura repentina, dor ou pressão no peito, confusão mental e vômitos intensos. A principal complicação da gripe H1N1 é a Síndrome Respiratória Aguda Grave.

A principal forma de prevenção da doença é através da vacinação, mesmo que sua eficácia não atinja 100% (ela varia entre 60 e 90%). A vacina está indicada a todas as pessoas, sendo que o grupo de risco deve ter preferência. O grupo de risco são aquelas pessoas que apresentam maior probabilidade de complicação, entre elas estão as crianças menores de 5 anos, gestantes, idosos, portadores de doença crônica, índios e trabalhadores da área de saúde.  Esta contraindicada nas crianças menores de 6 meses e antecedentes de reações alérgicas em aplicações anteriores bem como em pessoas com alergia a ovo.

A proteção da vacina se inicia após 14 dias da aplicação apresentando uma melhor eficácia após 30 dias. Pessoas vacinadas nos anos anteriores podem apresentar proteção mais precoce, e aquelas que tem alguma imunodeficiência como HIV ou em uso de quimioterapia, podem demorar mais tempo.

Temos dois tipos de vacina contra a gripe. A vacina trivalente engloba os vírus do tipo A (H3N2) e (H1N1) e do tipo B. A quadrivalente apresenta mais um tipo da influenza B.

É importante lembrar que quem já tomou a vacina em anos anteriores ou até mesmo quem já teve a doença deve ser vacinado novamente, pois os anticorpos contra a gripe duram, em média, 12 meses, depois disso o nível de proteção cai e é possível pegar novamente.

Além da vacinação, algumas medidas de prevenção devem ser realizadas:
  • Lavar as mãos com frequência, usando agua e sabão, principalmente após tossir ou espirrar. O uso de álcool para desinfecção das mãos, também podem ser usados.
  • Cobrir o nariz e a boca com lenço de papel descartável quando tossir ou espirrar.
  • Evite colocar as mãos na boca, nariz ou olhos.
  • Evite contato com pessoas doentes.
O diagnóstico da doença e realizado através de exame clínico e de teste para detecção do vírus na secreção respiratória. Existem dois testes, um é o teste rápido que detecta a presença de influenza A ou B, sem definir se de fato é o H1N1 e o outro é o teste por PCR, específico para o vírus H1N1 que demora de 2 a 4 dias.
O tratamento da gripe H1N1 deve ser realizado com analgésico e antitérmico nos casos leves. Nos casos graves ou nas pessoas que fazem parte do grupo de risco devem receber o antiviral, oseltamivir (Tamiflu). O tratamento deve ser realizado por no mínimo 5 dias com duas doses diárias.

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Dra. Vanessa Radonsky

CRM 108111 – Pediatria e Endocrinologia Pediátrica

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